A verdadeira razão da terapia

Atualizado: Out 12

Psis, a grande maioria de nossos pacientes ainda acham que na terapia será possível se “curar” e nunca mais ter um sentimento e sintomas ruins na vida, mas na prática não é esse o propósito.

Para explicar melhor o verdadeiro objetivo da terapia, trago uma analogia:


A terapia é como um curso... um curso de inglês por exemplo. Você dá aulas, depois tem tarefas de casa para que assim continuem aperfeiçoando o que aprenderam com você entre uma aula ou outra. Se seu paciente for um aluno aplicado, ele fará as tarefas, pesquisarão mais sobre aquele tema, realizarão anotações de ideias e dúvidas que surgem, levarão o conceito em seu dia a dia e então retornarão com tudo isso para aula para ser discutido e aprimorado.


É exatamente assim na terapia também e você precisa deixar isso claro ao seu paciente logo na primeira sessão. Você precisa mostrar para ele, por A + B, o porquê de ser importante ele continuar aperfeiçoando o que já aprendeu, porquê eles precisam sempre saber mais sobre o que estão vivendo através de pesquisas, precisam anotar observações, ideias, dúvidas para então retornar na próxima sessão e não só aprimorar todo esse conteúdo, como avançar no conhecimento deles mesmos.


A terapia não foi criada para “curar” milagrosamente alguém, onde seu paciente fala qual é o problema e então nós passamos uma receita com passo a passo do que precisa fazer para ser feliz eternamente.


A terapia ajuda a enxergar as situações por novas perspectivas, mostra como os próprios pensamentos deles funcionam, propicia a oportunidade de maior entendimento de suas próprias emoções. É na terapia que eles compreendem a verdadeira razão que o leva a ter determinados comportamentos. Tudo isso é integrado com técnicas apropriadas que são usadas de acordo com a necessidade de cada individuo.


Por tanto, trabalhem a frustração deles quando você, terapeuta, pedir para você refletir algo na semana, para praticar alguma ação ou preencher formulários. Somente através desse autoconhecimento é que ELE será capaz de lidar melhor com as próprias dificuldades.


Não preserve a expectativa de “aniquilar” os sentimentos “ruins”, isso não existe. É importante termos medo, raiva e tristeza tanto quanto é importante termos felicidade, autoconfiança e prazer. O que precisa-se aprender é como lidar com cada um deles, afinal, um sentimento considerado “bom”, se mal administrado, pode ser tão prejudicial quanto um sentimento considerado “ruim”.


Confie no processo e conseguirão fazer seus pacientes confiarem também!


Grande abraço.

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